No Brasil, entre o ano de 2020 a 2024, as internações por pneumonia cresceram mais de 100%, com pico em 2024, segundo Datasus.

Os casos de pneumonia no Brasil mais que dobraram entre 2020 e 2024 — algo que autoridades de saúde e hospitais vinculados à Rede Ebserh consideram um recado preocupante sobre os riscos da doença se não houver prevenção nem diagnóstico rápido. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis e devem redobrar os cuidados.
Somente em São Paulo, foram quase 14 mil mortes no estado de São Paulo, no 1º trimestre de 2025. A contaminação da pneumonia pode ser pelo ar, por meio de secreções ou contato com objetos contaminados.
Dados recentes na Bahia
- Entre janeiro e agosto de 2024, foram internadas 61.199 pessoas com pneumonia na Bahia. Deste total, 14.561 tinham entre 0 e 4 anos e 25.701 eram pessoas com 60 anos ou mais.
- Em 2023, o estado registrou mais de 33.000 internações por pneumonia.
- No ano de 2024, a pneumonia provocou 3.442 mortes na Bahia até o final de outubro — o que corresponde a uma média de cerca de 11 mortes por dia.
- Do total dessas mortes em 2024, pessoas acima de 60 anos correspondem a mais de 82% dos óbitos por pneumonia no estado.
- Em uma das unidades de saúde do interior — Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus — foi observado, em 2024, um aumento de aproximadamente 15,75% nos internamentos por quadros respiratórios/pneumonia em crianças em comparação a 2023.
A pneumonia, que inflama os pulmões, pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos — e costuma se instalar quando estes agentes viajam por gotículas respiratórias ou são inalados no ar. Entre os sinais de alerta estão tosse seca ou com catarro, febre alta, dor no peito, falta de ar, cansaço ou perda de apetite — embora em idosos o quadro possa surgir de modo menos evidente, com fraqueza ou confusão mental.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce pode fazer a diferença: se identificado rapidamente, o tratamento é eficaz e pode evitar complicações graves, inclusive hospitalização ou sepse. Médicos pneumologistas alertam que atrasos no diagnóstico entre pessoas com doenças crônicas aumentam o risco de agravamento.
A principal forma de prevenção é manter as vacinas em dia — especialmente as de gripe, pneumococo e Covid-19 —, além de hábitos simples como lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e redobrar atenção em épocas de surto. Com isto, é possível reduzir a incidência da doença e proteger os grupos mais sensíveis.
Fontes: Gov.br, IBahia, Correio 24h, Farol da Bahia, Bahia Economia, Saúde da Bahia




