Férias, telas e saúde mental: o alerta que os pais não podem ignorar

Com as férias escolares, aumenta o tempo das crianças em frente às telas — e, com ele, os riscos à saúde mental. Entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Academia Americana de Pediatria e órgãos europeus de saúde reforçam que o uso excessivo de celulares, tablets e videogames está associado a alterações no sono, maior irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e pior regulação emocional. O problema não é apenas “quanto tempo”, mas também “como” e “o que” a criança consome no ambiente digital.

Um dos principais impactos é no sono: telas à noite reduzem a produção de melatonina, dificultam o adormecer e pioram a qualidade do descanso. Criança que dorme mal tende a ficar mais agitada, emocionalmente instável e com menor tolerância à frustração. As orientações são claras: telas devem ser desligadas pelo menos uma hora antes de dormir e não devem permanecer no quarto durante a noite, especialmente em períodos de rotina mais solta, como as férias.

Outro ponto de atenção é que a idade importa — e muito. Para crianças menores de 2 anos, o uso de telas deve ser evitado, exceto em videochamadas com familiares. Dos 2 aos 5 anos, o recomendado é até uma hora por dia, com conteúdo educativo e sempre acompanhado por um adulto. A partir dos 6 anos, os limites devem ser definidos pela família, com regras claras, horários combinados e supervisão constante do conteúdo acessado.

Os pais também precisam ficar atentos a sinais de alerta, como mudanças persistentes no sono, no apetite, no humor, isolamento social, perda de interesse em brincar e piora no rendimento escolar após a volta às aulas. Se esses sintomas durarem mais de duas semanas, é fundamental procurar um pediatra ou um profissional de saúde mental.

Nas férias, equilibrar telas com brincadeiras, atividade física, convivência em família e rotina é mais do que lazer: é proteção emocional.