Exames de próstata na Bahia: conscientização aumenta, mas adesão ao rastreamento total precisa de impulso

SBU e a Sesab reforçam que o Câncer de Próstata pode se desenvolver sem alterar os níveis de PSA

Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e de urologistas indicam que as campanhas de saúde masculina têm surtido efeito na Bahia, resultando em um aumento na conscientização sobre o Câncer de Próstata. No entanto, o estado ainda enfrenta uma barreira cultural que impede a adesão total ao protocolo de rastreamento, crucial para o diagnóstico precoce e a eficácia do tratamento.


A procura pelo exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) tem crescido, especialmente após as mobilizações do Novembro Azul, demonstrando que o homem baiano está mais aberto a buscar o cuidado preventivo. Contudo, especialistas alertam que o exame de toque retal, obrigatório para complementar o PSA e detectar alterações que o exame de sangue não capta, ainda sofre resistência por parte de muitos homens.

Considerando que a Bahia possui uma grande população afrodescendente, que tem um risco aumentado de desenvolver a doença em formas mais agressivas, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) reforça a necessidade de iniciar o rastreamento mais cedo (aos 45 anos) para este grupo. O desafio atual da saúde pública é, portanto, transformar a conscientização em adesão completa ao rastreamento, superando tabus para que a doença seja detectada nos estágios mais curáveis.